Mostrando postagens com marcador Cantinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cantinho. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013








“Dizem que se você ama alguém, você deve deixá-la ir,” ele começou. “Eu sei que é clichê,” ela exclamou, “mas isso sempre soou meio verdadeiro para mim.” 
“Eu sei”, ele respondeu: “mas eu discordo. Eu acho que se você ama alguém, você deve fazer tudo para não deixá-la ir. E eu não vou deixar você ir, me entende?”

Andre Wade



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013





“Fica, eu digo. Me ajuda a matar o tempo até a luz voltar. Fica e come da minha comida. Pelo menos até a chuva acabar de cair. Deu agora na televisão que a cidade está debaixo d’água, mandaram ninguém se mexer. Consegue? Tenta, vai. Empresto uma toalha, uma camiseta G, um par de meias e a minha boca quente. Você já bateu recorde de permanência, de toda maneira. Vamos lá, fica, na minha geladeira tem o resto de um frango de padaria, a gente abre um vinho bom. Juro fazer rolinhos na sua franja até você pegar no sono.”

— Gabito Nunes 






“E pobres desses rapazes, que tentam lhe fazer feliz.”

Maria Gadú





“Senti as mãos dela subindo pelas minhas costas, trazendo minha camiseta junto e deixei que ela tirasse. Depois disso, arranhou com força do meu ombro até a minha cintura, realmente cravando as unhas, deixando marcas. Eu gemi baixo e fiz uma careta. 
— Machuquei você? — ela sorriu contra os meus lábios. 
— Foi uma dor gostosa — respondi. 
— Tô marcando território — ela passou as mãos por onde havia arranhado, fazendo só carinho dessa vez. 
— E isso significa que? 
— Você é meu.”

— Alietro, Vinícius Kretek. 







quinta-feira, 17 de janeiro de 2013





Quando vou ver, já contei minha vida pra primeira pessoa que me deu um pouco de atenção. Já tô rindo alto no restaurante porque não me controlei e fiquei feliz demais. Já escrevi um texto sobre o fulaninho da terça passada… E quando vou ver, lá se foi a mulher misteriosa que eu gostaria tanto de ser. Porque eu jamais poderia ser uma.

— Tati Bernardi. 













É bom saber que em algum momento fui insubstituível para alguém, mesmo que o tempo tenha passado reorganizando as prioridades. Assim como as pessoas, as prioridades também mudam de lugar. Aquele amor que parecia ser o maior e mais romântico da sua vida passou, e hoje, é apenas uma fagulha do amor que você está para viver. Viver é um ato despretensioso que exige desapego e sabedoria. Fica quem quer ficar. E é sábio que sabe o momento certo de ficar. 

Dal Hofmann

sábado, 22 de dezembro de 2012





Você tem cheiro de roupa limpinha com mente suja...





"Eu tenho um milhão de motivos pra fugir de pensar em você, mas em todos esses lugares você vai comigo. Você segura na minha mão na hora de atravessar a rua, você me olha triste quando eu olho para o celular pela milésima vez, você sente orgulho de mim quando eu solto uma gargalhada e você vira o rosto se algum homem vem falar comigo. Você prefere não ver, mas eu vejo você o tempo todo."

Tati Bernardi






“Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente. Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo. Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente. Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias. Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho. Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada. Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: “Ei, não quer conhecer minha casa nova?” Eu quase consigo te tratar como nada. Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca. Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro… Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não odeio aquela foto com aquelas garotas, eu quase não morro com a sua presença, eu quase não escrevo esse texto. O problema é que todo o resto de mim que sobra, tirando o que quase sou, não sei quem é.”








“Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo. E ele vai comigo na pizzaria e todos meus amigos novos morrem de rir porque ele é naturalmente engraçado e gente boa e sabe todos os assuntos do mundo. E todo mundo adora meu melhor amigo. E eu amo ele. E sempre acabamos suspirando aliviados “alguém é bobo como eu, alguém tem esse humor” e mais uma vez rimos da piada que inventamos, do pai que chega pro filho e fala: sua mãe não é sua mãe, eu transei com outra”. E esse é meu presente dessa fase tão terrível de gente indo embora. Quem tem que ficar, fica.”








“Queria tanto ficar bem sem você, sem falar, sem contato, mas ao mesmo tempo quase morro quando você não me conta como foi seu dia. Já basta essa distância insuportável e ficar um dia sem ter noticias suas acaba comigo.”


Tati Bernardi

segunda-feira, 5 de novembro de 2012






Nesses caminho de idas e vindas não me perderei. A minha rua já 
não encontra com a tua de modo que passamos um pelo outro
perdidos e invisíveis. No caminho só ficou silêncios e olhares 
distantes.


Dal Hofmann

terça-feira, 30 de outubro de 2012






“Semana passada liguei pro meu melhor amigo e convidei para um cinema. A gente não se falava desde o ano novo, quando tudo deu errado pro nosso lado. De tempos em tempos sumimos, falamos umas coisas horríveis de quem se conhece demais. Ele topou desde que fosse daqui pra frente, preguiça de conversar da briga e tal.
E fomos. Cheguei antes, comprei. Ele chegou depois, comprou água. Porque eu comprei os ingressos, ele comprou também uns doces e disse que pagaria o estacionamento. Porque ele pagaria o estacionamento, eu disse que daria a carona da volta. E com meu coração tão calmo eu voltei a sentir o soninho de sofá de casa com manta que sinto ao lado dele. A gente não se beija nem nada, mas quando vai ver pegou na mão um do outro de tanto que se gosta e se cuida e se sabe. Já tivemos nossos tempos de transar e passar nervoso e aquela coisa toda de quem ama prematuramente. Mas evoluímos para esse amor que nem sei explicar. Ele me conta das meninas, eu conto dos caras. Eu acho engraçado quando ele fala “ah, enjoei, ela era meio sem assunto” e olha pra mim com saudade. Ele também ri quando eu digo “ah, ele não entendeu nada” e olho pra ele sabendo que ele também não entende, mas pelo menos não vai embora. Ou vai mas sempre volta. Não temos ciúmes e nem posse porque somos pra sempre. Ainda que ele case, more na Bósnia, são quase quinze anos. Somos pra sempre. Ele conta do filme que tá fazendo, eu do livro. Os mesmos há mil anos. Contar é sem pressa de acabar. Se ele me corta é como se a frase que eu fosse falar fosse mesmo dele. É um exibicionismo orgânico, como se meu silêncio pudesse continuar me vendendo como uma boa pessoa. 
São quinze anos. É isso. Ele me viu de cabelo amarelo enrolado. Eu lembro dele gordinho e mais baixo. Ele sempre comprou meus testes de gravidez, mesmo a suspeita nunca sendo nossa. Eu já fui bem bonita numa festa só porque ele queria me fazer de namorada peituda pra provocar a ex mulher. Minha maior tristeza é que todo novo amor que eu arrumo vem sempre com algum velho amor tão longo e bonito. E eu sofro porque com pouco tempo não consigo ser melhor que o muito tempo. E de sofrer assim e enlouquecer assim, nunca dou tempo de ser muito para esses amores porque estrago antes. Mas meu melhor amigo é meu único amor. O único que consegui. Porque ele sempre volta. E meu coração fica calmo. E ele vai comigo na pizzaria e todos meus amigos novos morrem de rir porque ele é naturalmente engraçado e gente boa e sabe todos os assuntos do mundo. E todo mundo adora meu melhor amigo. E eu amo ele. E sempre acabamos suspirando aliviados “alguém é bobo como eu, alguém tem esse humor” e mais uma vez rimos da piada que inventamos, do pai que chega pro filho e fala: sua mãe não é sua mãe, eu transei com outra”. E esse é meu presente dessa fase tão terrível de gente indo embora. Quem tem que ficar, fica.”

— Tati Bernardi


segunda-feira, 29 de outubro de 2012



No fundo. Bem no fundo daqueles olhos tinha uma leveza clara como a luz que atravessa à água. Era na leveza do ser que estava toda aquela dor que era pessoal e intransferível. 

Dal Hofmann


Tem sempre um pedaço faltando. Uma pessoa faltando. Um amor faltando. Quando vim parar nesse mundo vim faltando pedaço.  Essa falta me fez Frágil e sensível demais. Duro de menos. 

Dal Hofmann





Eu que nada sou, quero virar ar, pó. 

Dal Hofmann

segunda-feira, 22 de outubro de 2012





"Todos os filmes que vemos e todas as histórias que ouvimos, nos imploram pra esperarmos por ele.
A virada no terceiro ato.
A inesperada declaração de amor.
A exceção à regra.
Mas, as vezes, estamos tão concentrados em achar o nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais.
Como, distingir entre os que nos querem e os que não nos querem.
Distingir entre os que vão ficar e os que vão partir.
E talvez este final não inclua um cara maravilhoso.
Talvez... dependa de você...
Talvez esteja por sua conta, juntando os pedaços e recomeçando.
Se libertando para achar alguma coisa melhor no futuro.
Talvez o final feliz seja só seguir em frente.
Ou talvez o final seja este... saber que apesar das ligações não retornadas e
todas as mágoas...
Apesar de todos os erros e sinais mal interpretados, apesar de toda dor e
constragimento, você nunca... nunca perdeu a esperança!"

Filme: Ele não está tão afim de você

terça-feira, 18 de setembro de 2012



Se você soubesse como ando escuro, como ando perdido, como me distanciei de mim e das coisas em que acreditava.

Caio F. Abreu 




Perdoa minha falta de jeito. Perdoa meu coração e o que faço com o teu. Eu jamais poderei ser feliz sabendo que você não está bem. Eu quero te ver sempre maior.
Estava pensando no que construímos juntos e vejo que o resultado são mais sustos que amor. Mais cobranças que alegrias. Por um lado um passa por frio, frigido. Do outro o abandono parece ser maior que o que o outro sente. É certo que o amor precisa ser falado, dito. Gritado de cima dos muros mais altos. Não se pode amar em silêncio. Parece que amar em silêncio diminui sua intensidade e importância. O preço do silêncio é tão caro quanto o abandono. Dizer-se presente não é o mesmo que estar ao lado. Na construção desse amor está o celular que afasta mais que aproxima. Meu coração é teu. Minha vida é tua. Muitas vezes meu silêncio só queria conversar com o teu.
Será que você não consegue ver nada nos meus olhos. Será que meus olhos mentem pra você?
poxa, te amo tanto.

Dal Hofmann

sábado, 8 de setembro de 2012



Pessoas que tendem se fazer de vitimas geralmente trás um rastro

 de erros que não podem ver. Cegas por sua vitimização só 

conseguem enxergar o erro nos outros. E tendem fazer de suas 

vidas um modelo errôneo a ser seguido. Saia da pele do cordeiro e 

mostre o lobo que você é. Sim, eu sou o caçador e arrancaria sua 

falsa pele com as mãos.

Dal Hofmann

sexta-feira, 31 de agosto de 2012





Ela disfarçou estar louca e tentou enganar a vontade desconsertada.
Ele insistiu na insanidade, riu do disfarce e declarou-se a ela.

(...)Os prazos não foram subestimados e as horas desaceleraram. Seus passos se desajustaram.O desejo consumiu algumas palavras e confundiu os sentimentos novatos. Ele apaixonou-se. Ela morreu de amor."

(Ana Carolina) 








...mais feliz quem sabe.




domingo, 12 de agosto de 2012






Eu realmente acredito que todo fim precisa ser defeituoso, machucar, arrancar pedaço. Quando os laços se desfazem rápidos, porém brandos, acaba ficando um fino fio unido-os. E esse fio vai te matando aos poucos com os nós na garganta. 


Dal Hofmann

domingo, 5 de agosto de 2012






"Eu sei, eu sei, o eterno clichê “isso passa”. Passa sim e, quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te amar. 
É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim. 
Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto. 
Eu me agarro à beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não desista."

Tati Bernardi