quinta-feira, 17 de novembro de 2011


(...)Dor branca, querendo primeiro compreender, antes de doer abolerada, a dor. Doeria mais tarde, quem sabe, de maneira insensata e ilusória como doem as perdas para sempre perdidas, e portanto irremediáveis, transformadas em memórias iguais pequenos paraísos-perdidos. Que talvez, pensava agora, nem tivessem sido tão paradisíacos assim(...)


Caio Fernando Abreu, in: Pequenas Epifanias- Anotações insensatas

Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe.
E ele conta. Com a calma e a clareza que tem.


Ana Jácomo



(...)Resolvi me afastar, e agora estou tentando tirar da cabeça. Não estou conseguindo. Estava muito apaixonado. Acho que nunca tanto.Não consigo mais aceitar relações pela metade. Em outras palavras, raspas e restos não me interessam.

Caio Fernando Abreu, in: Cartas - A Luciano Alabarse

Às vezes me assusto. É que todo mundo se preocupa com o lado de fora. Eu me preocupo com o lado de dentro. Aquele que mesmo em silêncio grita. Aquele que tenta nos dizer coisas que nem sempre queremos ouvir. Aquele que pulsa, luta, retruca. Aquele que carrega a nossa essência.


Clarissa Corrêa- Em Manutenção

Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. 
Agora eu sei.

Clarice Lispector, in: Água Viva

Tem dias que a vida parece estar acontecendo em outro lugar (...)

Gabito Nunes- Rede antissocial

terça-feira, 15 de novembro de 2011



... Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia...

Caio Fernando Abreu