sexta-feira, 2 de setembro de 2011


Quando criança me vi chorar contra o vento, ele batia em meu rosto e me dava um sopro de vida. O tempo passou, cresci e me sinto frente a uma ventania, desde a hora que acordo até a hora que deito. São muitas as dificuldades encontradas ao longo do caminho e o medo do fracasso assusta.

Eu gosto dos dias frios, cinzentos e da morbidez presente na cor. Gosto das folhas dançando no asfalto, talvez secas.
Meu dia se faz alegre em meio a chuva... Sou feliz ao acordar com o cheiro de terra molhado entrando pelas janelas da minha alma.
Quem diz não gostar da chuva é porque mente. É porque não sabe apreciar os sabores que a vida nos dá. E o melhor, sem cobranças.
Gosto de ver o caminho que a gota percorre da pétala até tocar o chão... ela caminha lenta, sem pressa, sem medo dos obstáculos do caminho...
Só quem sabe ser gota tem um dia mais feliz, sem preocupa menos e sorri mais.
Já sentiu o carinho que é uma gota de chuva rolando por sua face? Tem gesto de carinho mais puro e singelo?
Já tomou banho de chuva?
Já ficou contra o vento em meio a uma tempestade?
Não?
Então você não sabe ser chuva... não sabe ser vento... e o pior... Você não sabe ser!

 Dal Hofmann


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